segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Uma maravilha líquida conhecida (mas esquecida) chamada fáscia

São tantas as funções deste prolongamento de tecido conjuntivo que hoje não consigo pensar em funcionalidade e qualquer tratamento sem associar as fáscias.
Ela é mais lembrada como tecido conectivo e de proteção, mas suas funções vão muito além destas relações.
Por exemplo temos funções bioquímicas, hemodinâmicas e defesa. sim ela nos protege também!
ja ouviu falar em anatomia do sistema digestório sobre o grande omento? ele é um tecido de origem fascial que se recobre (uma lâmina dupla) que fica entre o músculos abdominais e as vísceras. Numa inflamação (apendicite, que é comum) o grande omento se desloca para a região da fossa ilíaca direita para ajudar a conter o processo infeccioso/inflamatório.
Mas melhor do que ler, é assistir este video Francês que mostra como este tecido é vascularizado, se movimenta e responde ao toque pela pele, além de ser extremamente hidratado. Uma maravilha!



Quando for avaliar um paciente, nunca esqueça de avaliar este tecido e sua relação com outros tecidos na qual a queixa esta baseada.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Publicação cientifica e suas dificuldades


Olá leitor!

Apresentarei neste post meu artigo que foi publicado na última edição da Revista Brasileira de Medicina do Esporte que possui um Qualis A2. O Qualis disponibiliza uma lista com a classificação de diversos periódicos em estratos A1, A2, B1, B2, B3, B4, B5 e C, sendo A1 atribuído como nível mais elevado e C como nível mais baixo. Essa estratificação é feita para medir a qualidade da produção dos alunos de programas de pós-graduação, assim só são avaliados aqueles periódicos que tiverem publicações destes alunos. 

Uma das coisas mais valorizadas num currículo Lattes é o número de publicação daquela pessoa. Vejam, não é nem um pouco fácil publicar no Brasil um artigo científico.
Isso se traduz pelos números que, mesmo crescentes (de 2001 para 2011 saltamos de 17º para 13º no ranking mundial), baixaram o fator de impacto de 31º para 40º. Isto é, produzimos mais, mas sem qualidade. E agora, como ficaremos - já que o governo atual, no poder de forma ilegítima, cortou todas as bolsas de estudantes e pesquisa!

Para dificultar mais ainda, hoje as principais revistas (se não todas) cobram para publicação. No meu caso que, pasmem, levou 2 anos para ser aceito na revista (e na época não exigia pagamento) e foi cobrada a taxa de "manutenção" da revista de R$ 1000,00. Graças (mais uma vez) a ajuda do meu orientador Prof. Dr. Carlos Alexandre Felicio Brito, fizemos este pagamento. Compreendo o lado da editora, já que não há publicidade envolvida, mas este modelo de negócio está errado. Não somos nós pesquisadores que temos que pagar mais essa conta.

De volta ao artigo, este é o reflexo do meu trabalho de mestrado e produzido no laboratório.... espera aí, não tinha laboratório! Um colega da turma e eu tivemos que criar,  cada um dentro da sua necessidade, seu próprio laboratório numa sala vazia. Como não havia material, usei protocolos e testes validados pela literatura para seres aplicados com materiais mínimos, como era meu caso.

Esta é a parte legal da história: não tem recursos? vamos criar! 
Acredito que tenha sido satisfatório para as senhoras que participaram do estudo (neste caso dentro da academia e chamadas apenas de "amostra"), uma vez que além de se divertirem na coleta, tiveram um retorno dos resultados no seu treinamento diário.

Para melhor entender o estudo em sí, divirtam-se com ele agora. Aos mais preguiçosos em leituras virtuais, aconselho pelo menos o resumo, que já conta o principal.

Apesar das dificuldades, pesquisar é necessário e se traduz numa evolução pessoal, um incremento intelectual que muitas vezes não é valorizado nem mensurável.

O artigo na íntegra está aqui: http://dx.doi.org/10.1590/1517-869220152105112756


terça-feira, 31 de maio de 2016

Osteopatia no surf profissional

 Já faz pelos 13 anos que um sonho habitava meus pensamentos em relação ao incremento técnico e intelectual do meu ofício: a Osteopatia.
 Criada em 1874 pelo norte americano Andrew Taylor Still, pela experiência pessoal/morte de seus familiares e sua participação em guerras, este homem avant-garde se baseava na descrença da terapêutica da medicina oficial e oposição ao uso de medicamentos.

"O corpo é capaz de auto regular-se, pois possuí seus próprios remédios"

 Diferente da quiropraxia (as quais compartilham algumas técnicas) a Osteopatia diferencia pelo seu preciso diagnóstico basesado nas funções normais do corpo. Quando cito corpo, refiro-me a ele TODO MESMO. Músculos, ossos, articulações, fascias, sindesmoses, vísceras, pele entre outros, são contempladas na criteriosa avaliação. Esta sempre é usada de forma comparativa quando nos membros e baseada no movimento fisiológico daquele corpo avaliado.


 Ha 2 anos comecei a incrementar este conhecimento de forma séria no meu tecido cerebral. Me matriculei na primeira turma de SP do Instituto Brasileiro de Osteopatia (IBO) que acredito, tenha a formação mais seria oferecida em nosso território. Com parcerias e reconhecimento internacionais mantém formação no Brasil desde 1986 e é a única que fornece diploma reconhecido pelo Registro Brasileiro de Ostepatia (RBO).

 Hoje atendo todos meus clientes com estes conceitos e desta forma conheci muitas pessoas interessantes neste caminho. Dentre tantos, o Dr Franz Burini, medico do esporte que dedica sua vida por um esporte de gosto comum: Surf.



 Desta forma conheci um atleta da elite mundial de surf, por uma lesão no joelho, após correção cirúrgica do LCA. Em um trabalho conjunto com a medicina do esporte e laboratório de avaliação, fisioterapia, preparação física e osteopatia este atleta estava no mar em 4 meses e meio, vindo a voltar para as competições em menos de 6 meses, provavelmente algo inédito e não documentado no esporte.

 Então fui parar na 4a etapa do mundial de surf #oiriopro em Maio/16 no Rio de Janeiro. Lá conheci mais atletas e desenvolvi a osteopatia nos atletas com respostas muito interessantes.





Ah uma pena que neste depoimento o atleta (que era convidado no evento) estava tão empolgado e nervoso por eliminar do campeonato o 1o do Ranking atual, que confundiu quiropraxia com a osteopatia... te entendo garoto!!!

 Para mais informações entre em contato e veja no facebook #sportomics e instagram @jpuerro