sexta-feira, 17 de junho de 2016

Publicação cientifica e suas dificuldades


Olá leitor!

Apresentarei neste post meu artigo que foi publicado na última edição da Revista Brasileira de Medicina do Esporte que possui um Qualis A2. O Qualis disponibiliza uma lista com a classificação de diversos periódicos em estratos A1, A2, B1, B2, B3, B4, B5 e C, sendo A1 atribuído como nível mais elevado e C como nível mais baixo. Essa estratificação é feita para medir a qualidade da produção dos alunos de programas de pós-graduação, assim só são avaliados aqueles periódicos que tiverem publicações destes alunos. 

Uma das coisas mais valorizadas num currículo Lattes é o número de publicação daquela pessoa. Vejam, não é nem um pouco fácil publicar no Brasil um artigo científico.
Isso se traduz pelos números que, mesmo crescentes (de 2001 para 2011 saltamos de 17º para 13º no ranking mundial), baixaram o fator de impacto de 31º para 40º. Isto é, produzimos mais, mas sem qualidade. E agora, como ficaremos - já que o governo atual, no poder de forma ilegítima, cortou todas as bolsas de estudantes e pesquisa!

Para dificultar mais ainda, hoje as principais revistas (se não todas) cobram para publicação. No meu caso que, pasmem, levou 2 anos para ser aceito na revista (e na época não exigia pagamento) e foi cobrada a taxa de "manutenção" da revista de R$ 1000,00. Graças (mais uma vez) a ajuda do meu orientador Prof. Dr. Carlos Alexandre Felicio Brito, fizemos este pagamento. Compreendo o lado da editora, já que não há publicidade envolvida, mas este modelo de negócio está errado. Não somos nós pesquisadores que temos que pagar mais essa conta.

De volta ao artigo, este é o reflexo do meu trabalho de mestrado e produzido no laboratório.... espera aí, não tinha laboratório! Um colega da turma e eu tivemos que criar,  cada um dentro da sua necessidade, seu próprio laboratório numa sala vazia. Como não havia material, usei protocolos e testes validados pela literatura para seres aplicados com materiais mínimos, como era meu caso.

Esta é a parte legal da história: não tem recursos? vamos criar! 
Acredito que tenha sido satisfatório para as senhoras que participaram do estudo (neste caso dentro da academia e chamadas apenas de "amostra"), uma vez que além de se divertirem na coleta, tiveram um retorno dos resultados no seu treinamento diário.

Para melhor entender o estudo em sí, divirtam-se com ele agora. Aos mais preguiçosos em leituras virtuais, aconselho pelo menos o resumo, que já conta o principal.

Apesar das dificuldades, pesquisar é necessário e se traduz numa evolução pessoal, um incremento intelectual que muitas vezes não é valorizado nem mensurável.

O artigo na íntegra está aqui: http://dx.doi.org/10.1590/1517-869220152105112756


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